Lula e o fator Barrabás


A Paixão de Cristo (Foto: Reprodução)

Por Alex Medeiros

Fim da batalha do voto. Lula vai governar o Brasil pela terceira vez. Venceu o Jair Bolsonaro por uma maioria de 0,9%, num resultado jamais visto na história da nossa república de cuzões e que expõe o que muitos analistas e algumas pesquisas de opinião vinham prognosticando: uma nação dividida ao meio no seu aspecto sócio-político.

Karl Marx, símbolo maior da doutrina comunista, disse que a história se repete, na primeira vez como tragédia e na segunda vez como farsa. Eu vejo o retorno do capo do PT ao governo central - após ser libertado da cadeia na proteção dos ministros do Supremo - como uma reedição da primeira eleição que se tem notícia na história da humanidade, quando Pilatos lançou ao povo a decisão de escolher quem seguiria livre, Jesus Cristo ou o ladrão Barrabás. 


O resultado ocorrido há mais de 2 mil anos, que se consagrou como tragédia para os cristãos “ad aeternum”, agora se repete, como disse Marx, como farsa representada na manobra jurídica que devolveu a Lula uma falsa inocência.


Domingo, ao final da apuração, vi muitos eleitores de Bolsonaro falar em fraude das urnas, coisa que até de certo modo eu discordo. Porque não foi a fraude que elegeu Lula, como aconteceu na vitória de Dilma sobre Aécio em 2014. 


O que deu mesmo a vitória ao petista foram os 40 anos de doutrina socialista exercida pelo PT e demais legendas comunistas, aparelhando as instituições públicas, inclusive as altas cortes de justiça, e principalmente a Educação. 


Na prática criada pelo italiano Antonio Gramsci em sua revolução de dentro para fora da estrutura social, hoje exerce influência as universidades federais, há muito transformadas em placentas de gerar militantes e não cidadãos. 


O que elegeu Lula foi o resultado prático dessa doutrina iniciada desde os anos 80 e que tem na miséria e ignorância do Nordeste uma grande usina de manufaturar ilusões na mente de um povo dependente da tutela do estado.


Ao dominar o sistema educativo nacional, o PT vem colhendo os frutos podres da deformação política e não da formação profissional. Logo após a apuração, a fala mais representativa na vitória de Lula foi a do jornalista William Bonner.


O âncora do JN disse que “retornamos ao mundo da normalidade”. De fato. Será a normalidade das gordas verbas públicas suprindo a fortuna da velha mídia, a normalidade de defender as drogas e incentivar a prática do aborto.


A normalidade das leis de supostos incentivos culturais, como a Rouanet, a encher de grana o rabo das vestais da MPB e das novelas globais; a normalidade do financiamento de ditaduras em republiquetas latinas e afros. 


A normalidade do enriquecimento ilícito das castas do serviço público, a normalidade do apoio à imoralidade das pautas identitárias que desrespeitam os valores e a fé das famílias, a normalidade dos propinodutos do partido.


O PT volta ao Planalto com a mesma fome de anteontem, quando promoveu os escândalos do mensalão e do petrolão. A história se repetiu e Barrabás venceu de novo. E o Brasil acordou ontem no dia das bruxas. Nada mais simbólico.

*Alex Medeiros é jornalista/Texto original da Tribuna do Norte

 

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